Desmistificando a ultrassonografia do crânio em pequenos animais

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Você sabia que um exame ultrassonográfico pode salvar a vida de um animal? Sim, pode! A ultrassonografia é um método seguro, rápido, não invasivo e que não exige medicamento ou anestesia para sua realização. Isso significa que pode ser feita em consultório ou até mesmo dentro do ambiente cirúrgico. Imagine um animal com um trauma grave, entre a vida e a morte, precisando de diagnóstico instantâneo. A velocidade de ação dos médicos veterinários e dos exames realizados irá decidir o futuro daquele animal. Para um prognóstico ideal, o exame de imagem se torna um parceiro inseparável. Um exame ultrassonográfico neurológico realizado por profissional experiente e capacitado,  pode ajudar a detectar lesões intra cranianas, edemas cerebrais, processos hemorrágicos, doenças congênitas alzheimer canino,  ventriculomegalia e neoplasias, assim como parâmetros dopplervelocimétricos de artérias cerebrais.

Com o crânio não é diferente. O animal fica frente a frente com o especialista e, aos poucos, é possível manipular toda a cabeça, acessar as janelas e obter excelentes imagens. Alterações no sistema nervoso central, hemorragias, coágulos ou qualquer outro tipo de trauma podem ser identificados. Com o auxílio de um neurologista, o diagnóstico final será definido.

É importante ressaltar que existe uma limitação técnica para a realização deste exame. O ideal é que a ultrassonografia do crânio seja feita em animais de até 10kg. Isso porque a calota craniana não é tão espessa e, assim, o médico veterinário pode fazer toda a varredura sem interferências na qualidade da imagem.

Dito isso, com o transdutor em mãos, equipamento doppler e a participação especial da Bethânia, uma paciente canina bem tranquila da raça galgo, vamos fazer a varredura dos dois hemisférios cerebrais e explicar um pouco mais sobre a ultrassonografia transcraniana em pequenos animais. 

Para uma varredura completa da técnica, na hora do exame o transdutor deverá se apoiar nas janelas temporais direita e esquerda, na janela occipital e também na fontanela. É aconselhável sempre avaliar essa região, para verificar possíveis fissuras. Dessa forma, todo o parênquima encefálico do animal será examinado.

Seguindo no passo a passo. Para análise da janela temporal esquerda, o transdutor deverá ser apoiado no osso zigomático, o osso mais saliente, entre o olho e o ouvido. Faça a varredura, observe as imagens, avalie cada movimento. Depois repita o mesmo procedimento do lado direito. Essa é a melhor região para análise das artérias cerebrais.

Para examinar a janela occipital, o processo é diferente. O focinho precisa estar baixo, perto da região peitoral, para que haja a abertura correta no topo da cabeça, no localizador exato sem osso, na janela occipital para melhor varredura. A análise dessa região é de vital importância, uma vez que são examinadas a artéria basilar e a pressão intracraniana. Existem exames que não são capazes de aferir as artérias, por isso a ultrassonografia traz resultados tão surpreendentes.

Se o animal possui a janela fontanela, faça a varredura com o transdutor apoiado na região da abertura. Feito isso, o exame está concluído.

São inúmeros os diagnósticos que a ultrassonografia do crânio consegue colaborar, em pacientes que poderiam ficar sem uma resposta exata da sua doença, já que muitos casos exigem agilidade de diagnóstico e nem todos os procedimentos são rápidos como o ultrassom. Animais que ficariam sem diagnóstico por não poderem se submeter ao exame como cardiopatas, neonatos, idosos ou até mesmo aqueles que não tem condição financeira para arcar com exames caros,  podem realizar o estudo e obter uma nova chance de cura.

Para obter sucesso na realização das técnicas e manipulação dos equipamentos, é preciso interpretar com precisão as imagens. Um médico veterinário especializado e treinado para isso, fará um trabalho de qualidade. A saúde do animal depende de um bom profissional, especialista em diagnóstico por imagem, para ter um laudo conclusivo.

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